Tinha acabado de publicar o último post quando recebi um email monstro da Renatinha, que me fez rir, chorar e agradecer... e tive que publicar aqui, pra poder ler e reler sempre que a tristeza bater:
"Mi
Você teve aulas de linguagem de som e imagem?
Bom, nessas aulas o sensacional prof. Salinas falava sobre filmes e seus clichês, e em uma dessas aulas ele falava sobre roteiros e a relação deles com a Odisséia de Homero, livro este no qual foi inspirada “A jornada do herói”.
Vamos a explicação.
O herói, o personagem principal do filme é apresentado nos primeiros 15 ou 20 minutos do filme, onde mostram a rotina desse herói, as pessoas de convívio, o ambiente em que vive e se o filme continuasse nesse ritmo não teria conflitos e viraria um filme francês sem diálogos e ninguém iria assistir, mas como estamos falando de filmes comerciais não é isso que acontece. Depois dessa apresentação o herói recebe o chamado para a aventura. Onde acontece a 1ª grande virada do filme, que é onde começa a aventura de fato, a historia do filme, e o porque de pagarmos para entrar no cinema.
E isto pode ser qualquer coisa, a descoberta de um mapa do tesouro no sótão da casa, perder o emprego, o fim de um relacionamento, ou a possibilidade de conhecer um país distante com uma cultura a ser descoberta.
Em um primeiro momento o nosso herói reluta em aceitar a aventura, ele tem medo de abandonar a sua zona de conforto para se jogar na aventura, e é quando surgem os mentores.
Os mentores incentivam o herói a escolher a aventura, pode haver apenas um mentor ou vários, e podem ser amigos, pais, videntes ou até estranhos da rua em meio a pombos e trapos.
E então o nosso herói joga-se na aventura e descobre a cada passo algo novo, vive situações antes jamais imaginadas. Sempre com a ajuda dos mentores, que guiam os passos do nosso herói. E em cada uma dessas descobertas o herói descobre algo sobre si mesmo e cresce, evolui e torna-se alguém diferente, mais maduro, responsável, tolerante e seguro.
E é então quando surge a 2ª grande virada dos filmes, o ponto alto do filme, quando faltam apenas 20 e poucos minutos para o filme acabar e a impressão que temos é que nosso herói está encrencado para valer dessa vez. Dessa vez as decisões devem ser tomadas pelo herói, e não pelo mentor. È quando surge o teste, a situação mais difícil pela qual nosso herói terá que passar para provar que realmente merece vencer essa batalha ou viver essa aventura. É quando saberemos se nosso herói de fato aproveitou da melhor maneira possível todas as oportunidades e conseguirá superar qualquer situação.
E aí o nosso herói depois de nos deixar c/ o coração aos pulos nos tranqüiliza saindo ileso e chegamos aos 5 minutos finais do filme, onde o nosso herói vencedor, irá receber a sua merecida recompensa.
E que recompensa é esta? Voltar para casa, voltar para seus amigos, parentes e seu canto. Mas ele não volta a mesma pessoa, volta melhor, amadurecido. E agora tem em dobro a admiração e carinho daqueles que o rodeiam e notam essas mudanças.
Porque tudo isso? Parece-me claro né? Lendo seus últimos posts foi inevitável o paralelo com a jornada do herói. Como já te disse várias vezes tenho te acompanhado pelo orkut e blog, e mesmo que me manifestado poucas vezes, sigo cada passo possível por aqui.
Bom, você sempre foi você, de repente recebeu o chamado para a aventura e uma oportunidade de ir p/ outro canto do mundo, relutou, viabilizou, teve vários mentores que te incentivaram (e espero que inclusive eu, rs), encarou a aventura com todos os seus percalços e de uma maneira leve, e sempre a rir de si mesma. E agora assisto ao que me parece a segunda grande virada desta sua aventura, a reta final, onde a minha heroína passa por seu teste, quando a situação agravou-se, agora está sozinha, sem suas mentoras que a acompanharam em todo momento, em um país distante, acaba de passar por mais uma, ou novamente pela mesma, decepção afetiva.
Mas assisti tudo desde o começo e me parece evidente que minha heroína irá superar a mais essa prova com louvor, mesmo que agora consiga me deixar com o coração aos pulos ao pensar em estar em outro país, sem o conforto de suas mentoras, sempre tão fundamental. Mas sei que em breve poderá receber sua tão merecida recompensa, ou seja, voltar para casa.
E nós que aqui estamos por vós esperando já estamos selecionando com esmero as mais bonitas folhas de louro para te receber. Porque por mais que aqui tenham problemas e pessoas de quem você possa preferir distâncias Homéricas, aqui é o seu lugar, e pode até ser meio egoísta, mas quem está aqui precisa da sua volta, para ouvir suas histórias, ter a sua companhia e aprender com você todo esse novo universo que você absorveu. "
Você teve aulas de linguagem de som e imagem?
Bom, nessas aulas o sensacional prof. Salinas falava sobre filmes e seus clichês, e em uma dessas aulas ele falava sobre roteiros e a relação deles com a Odisséia de Homero, livro este no qual foi inspirada “A jornada do herói”.
Vamos a explicação.
O herói, o personagem principal do filme é apresentado nos primeiros 15 ou 20 minutos do filme, onde mostram a rotina desse herói, as pessoas de convívio, o ambiente em que vive e se o filme continuasse nesse ritmo não teria conflitos e viraria um filme francês sem diálogos e ninguém iria assistir, mas como estamos falando de filmes comerciais não é isso que acontece. Depois dessa apresentação o herói recebe o chamado para a aventura. Onde acontece a 1ª grande virada do filme, que é onde começa a aventura de fato, a historia do filme, e o porque de pagarmos para entrar no cinema.
E isto pode ser qualquer coisa, a descoberta de um mapa do tesouro no sótão da casa, perder o emprego, o fim de um relacionamento, ou a possibilidade de conhecer um país distante com uma cultura a ser descoberta.
Em um primeiro momento o nosso herói reluta em aceitar a aventura, ele tem medo de abandonar a sua zona de conforto para se jogar na aventura, e é quando surgem os mentores.
Os mentores incentivam o herói a escolher a aventura, pode haver apenas um mentor ou vários, e podem ser amigos, pais, videntes ou até estranhos da rua em meio a pombos e trapos.
E então o nosso herói joga-se na aventura e descobre a cada passo algo novo, vive situações antes jamais imaginadas. Sempre com a ajuda dos mentores, que guiam os passos do nosso herói. E em cada uma dessas descobertas o herói descobre algo sobre si mesmo e cresce, evolui e torna-se alguém diferente, mais maduro, responsável, tolerante e seguro.
E é então quando surge a 2ª grande virada dos filmes, o ponto alto do filme, quando faltam apenas 20 e poucos minutos para o filme acabar e a impressão que temos é que nosso herói está encrencado para valer dessa vez. Dessa vez as decisões devem ser tomadas pelo herói, e não pelo mentor. È quando surge o teste, a situação mais difícil pela qual nosso herói terá que passar para provar que realmente merece vencer essa batalha ou viver essa aventura. É quando saberemos se nosso herói de fato aproveitou da melhor maneira possível todas as oportunidades e conseguirá superar qualquer situação.
E aí o nosso herói depois de nos deixar c/ o coração aos pulos nos tranqüiliza saindo ileso e chegamos aos 5 minutos finais do filme, onde o nosso herói vencedor, irá receber a sua merecida recompensa.
E que recompensa é esta? Voltar para casa, voltar para seus amigos, parentes e seu canto. Mas ele não volta a mesma pessoa, volta melhor, amadurecido. E agora tem em dobro a admiração e carinho daqueles que o rodeiam e notam essas mudanças.
Porque tudo isso? Parece-me claro né? Lendo seus últimos posts foi inevitável o paralelo com a jornada do herói. Como já te disse várias vezes tenho te acompanhado pelo orkut e blog, e mesmo que me manifestado poucas vezes, sigo cada passo possível por aqui.
Bom, você sempre foi você, de repente recebeu o chamado para a aventura e uma oportunidade de ir p/ outro canto do mundo, relutou, viabilizou, teve vários mentores que te incentivaram (e espero que inclusive eu, rs), encarou a aventura com todos os seus percalços e de uma maneira leve, e sempre a rir de si mesma. E agora assisto ao que me parece a segunda grande virada desta sua aventura, a reta final, onde a minha heroína passa por seu teste, quando a situação agravou-se, agora está sozinha, sem suas mentoras que a acompanharam em todo momento, em um país distante, acaba de passar por mais uma, ou novamente pela mesma, decepção afetiva.
Mas assisti tudo desde o começo e me parece evidente que minha heroína irá superar a mais essa prova com louvor, mesmo que agora consiga me deixar com o coração aos pulos ao pensar em estar em outro país, sem o conforto de suas mentoras, sempre tão fundamental. Mas sei que em breve poderá receber sua tão merecida recompensa, ou seja, voltar para casa.
E nós que aqui estamos por vós esperando já estamos selecionando com esmero as mais bonitas folhas de louro para te receber. Porque por mais que aqui tenham problemas e pessoas de quem você possa preferir distâncias Homéricas, aqui é o seu lugar, e pode até ser meio egoísta, mas quem está aqui precisa da sua volta, para ouvir suas histórias, ter a sua companhia e aprender com você todo esse novo universo que você absorveu. "
Ter amigos é mesmo fundamental. Sem palavras pra agradecer o apoio que tenho tido.
RÊ VC ME AMAAAA!!!! :)

2 comments:
Claro que te amo!
Vc ainda tinha dúvida??
bjs
Heyyy!
Lendo isso tudo tive variações de idéias e pensamentos mil.
Em primeiro lugar fiquei orgulhosa por termos uma amiga tão inteligente, como a Rê.
Identifiquei e comprei toda a comparação que ela fez, mas é dentro do que eu mesma já digo pra vc, a questão de aprender. Viajar pro outro lado do mundo, por pior que seja a situação, te dá o poder da comparação, embasada, hein?! Poder dizer que as ruas sao mais limpas, mas aqui o metrô é melhor...ir achando as comparações, pontos de vistas e utilizando esta balança cultural. Vc que está passando por um período maior então, pq digo o que digo tendo passado em média 16 dias, só, em cada viagem, e sei que já tive - e cedo -, um estalo nos olhos, ganhei uma percepção que meus colegas de classe aqui só viriam ou vieram a saber qdo cresceram e começaram a viajar.
Te seguido como novela não tenho, mas tendo lido teus nicks fui acompanhando... èssa semana ela tá bem...`, èssa acho que não`, até ler e pensar `epa, deixa ver o que ocorre` e comecei a ir conversar contigo ver o que acontecia!
Fiquei MEGA feliz com a atenção que me deu, e por me deixar participar do que te ocorria, pq se eu não acompanho com tanta freqüência, acompanhei tua história lá, deeeesde o começo, inclusive dei o maior apoio pra coisa tomar qqer iniciativa (se eu soubesse... kkk).
Certo que meu e-mail não seria publicável. Aí está a outra parte da oscilação, qdo vejo que alguns amigos meus dão tanta importância para minhas opiniões, mas com alguns eu me sinto meio sem voz ativa... pois de boa, eu li td, chorei, abri meu coração escrevendo... e no fim, passou batido por aí. É nesse ponto que me sinto enfraquecida. Mas ainda acho que os relatos que aqui fiz ali deveriam ter alguma importância, mas enfim.
Vc sempre me viu num tom mais deprê, mas não tô mais não, só não tenho o hábito de esconder o que verdadeiramente sinto qdo eu gosto de alguém.
beijos
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